A Riqueza da Vida Simples

Vida simples: quanto custa ser você mesmo (a)? Essa pergunta é interessante. Pois a resposta não se refere a valores financeiros, mas sim em tempo de vida.

Todos os bens materiais que você possui hoje foram pagos com seu tempo de vida. A riqueza da vida simples é um livro espetacular de Gustavo Cerbasi que nos ajuda a olhar a vida de um outro ponto.

Tempo é um recurso escasso e que não volta mais, ele é realmente um presente. Você precisa vivê-lo. Segundo Cerbasi, a medida da nossa riqueza não é o dinheiro, mas a liberdade de escolha.

Notadamente, se você possui um estilo de vida que não condiz com o seu salário, o preço que você está pagando é demasiadamente alto. Já que a consequência é que você não poderá abrir mão do seu emprego atual, mesmo não gostando dele.

É como se fosse uma escravidão, mas o algoz é você mesmo (a).

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Vida simples é a chave para a riqueza

Assim, simplificar é uma solução oportuna e que está em nossas mãos. O Ter para ostentar está sendo rapidamente sendo substituído pelo ser. Mas, ser você mesmo requer auto conhecimento profundo, que nem sempre é fácil de ser alcançado.

Requer que você pense se realmente quer comprar aquele carro, ou se está se deixando levar pelos desejos de seu colega de trabalho que tem aquele modelo e diz que é o melhor.

As coisas que compramos não possuem apenas o preço do custo e uma margem de ganhos para a loja que vende, elas possuem também um preço que o mercado atribui. Esse preço é composto de como aquele ativo faz você parecer.

Sob esse ponto de vista, pense: você precisa mesmo de um tênis de corrida que custa R$ 1000,00 se você só corre eventualmente ou você quer esse tênis porque ele faz você se sentir esportivo(a)?

Esse sentimento é precificado pelo mercado e você paga por ele com seu tempo de vida e seu poder de escolha diminui à medida que coisas supérfluas tomam espaço na sua vida.

A Riqueza da vida Vida Simples é um livro que leva a reflexão do nosso estilo de vida.

Sou fã de Gustavo Cerbasi e já li quase todos os seus livros, e já escrevi sobre um deles aqui, mas de todos, esse foi o que me tocou mais profundamente.

Vale muito a pena a leitura desse livro. Recomendo.

Um beijo.

Os Segredos da Mente Milionária

A mente milionária tem princípios, assim como qualquer outra área da vida. O livro de T. Harv Eker descortina todos os segredos por trás de pessoas que são milionárias. Segundo Eker, algumas dessas pessoas até perderam todos os seus recursos financeiros, mas por sua mentalidade de riqueza conseguiram dar a volta por cima, entre elas ele cita: Donald Trump.

Essa obra é considerada um divisor de águas na caminhada para a liberdade financeira. O livro não ensina a ficar rico de forma administrativa, ou seja, não ensina tecnicamente a fazer investimentos, mas te ensina a crescer financeiramente do ponto de vista da mentalidade de riqueza. Assim, se trata de uma nova forma de pensar o dinheiro.

O livro mostra como substituir a mentalidade destrutiva, que muitas vezes nem percebemos que temos. De acordo com o autor, existem 17 “arquivos de riqueza” que são modos de pensar e agir que distinguem os ricos das demais pessoas.

Vamos resumidamente a eles:

1. As pessoas ricas acreditam na seguinte ideia: “eu crio a minha própria vida“, as pessoas mentalidade pobre acreditam na seguinte ideia :”na minha vida as coisas acontecem. Essa é uma das partes que acho determinante para o sucesso, pois resgata o poder e reconhece que somos nós que criamos tudo a nossa volta. Em suma, a mente milionária não aceita vitimismo.

2. As pessoas ricas entram no jogo do dinheiro para ganhar. As pessoas de mentalidade pobre entram no jogo para não perder. Nesse item Eker explica sobre a zona de conforto e como devemos evitá-la se queremos mudar o patamar financeiro. Assim, se a sua meta é ficar rico, tem que focar nisso e sair da zona de conforto.

3. As pessoas ricas assumem o compromisso de serem ricas. As pessoas de mentalidade pobre gostariam de ser ricas. A mente milionária está plenamente focada em gerar riqueza, portanto se você não quer isso o mais provável é que não obtenha mesmo.

4. As pessoas ricas pensam grande. As pessoas de mentalidade pobre pensam pequeno. Lamentavelmente, vejo muitas pessoas pensando pequeno demais. Sob esse ponto de vista, essa parte ensina que é hora de parar de se esconder e ir em busca do melhor.

5. As pessoas ricas focalizam oportunidades. As pessoas de mentalidade pobre focalizam obstáculos. Esse ponto trata da confiança que temos que ter em nós mesmos, ainda que os obstáculos pareçam intransponíveis. Dessa forma, a questão é simples: aquilo que você focaliza se expande. Confie em você sempre e será bem-sucedido.

6. As pessoas ricas admiram outros indivíduos ricos e bem-sucedidos. As pessoas de mentalidade pobre guardam ressentimento de quem é rico e bem-sucedido. Dr. Martin Luther King, líder do movimento que deu fim a segregação racial nos EUA, disse aos seus liderados: “só seremos felizes se todos estivermos bem. Se você não estiver bem eu também não estarei” e ele demonstrou verdadeiramente isso. Essa é uma das maiores riquezas que alguém pode possuir na vida, a riqueza de espírito. Em conclusão, abençoe nos outros aquilo que você deseja para você.

7. As pessoas ricas buscam a companhia de indivíduos positivos e bem-sucedidos. As pessoas de mentalidade pobre buscam a companhia de indivíduos negativos e fracassados. Tudo é mais difícil ao lado de pessoas negativas, contrapartida tudo se torna mais agradável ao lado de pessoas que refletem energias positivas. Dessa forma, a mente milionária se expande ao lado de outras mentes iguais.

8. As pessoas ricas gostam de se promover. As pessoas de mentalidade pobre não apreciam vendas nem autopromoção. A mente milionária está sempre vendendo: sejam produtos ou ideias. Definitivamente, não há forma mais certa de enriquecer que empreendendo. Essa passagem do livro válida essa tese.

9. As pessoas ricas são maiores que os seus problemas. As pessoas de mentalidade pobre são menores do que os seus problemas. As pessoas de mente milionária olham os problemas pelo mesmo ângulo. Assim sendo, elas não se colocam nunca abaixo do problema e ficam procurando formas de resolver. E sempre encontram.

10. As pessoas ricas são excelentes recebedoras. As pessoas de mentalidade pobre são péssimas recebedoras. Esse ponto é muito interessante, pois ele trata de merecimento. Você recebe bem aquilo que acha que merece. Se acha que merece receber coisas boas, assim será. Contudo, se acha que não merece, você está certo também. Assim, apenas decida.

11. As pessoas ricas preferem ser remuneradas por seus resultados. As pessoas de mentalidade pobre preferem ser remuneradas pelo tempo que despendem. Quem confia em si mesmo sabe que consegue ir além e portanto, recebe mais por isso. Em suma, a mente milionária é forte.

12. As pessoas ricas pensam: “posso ter as duas coisas.” As pessoas de mentalidade pobre pensam: “posso ter uma coisa ou outra”. Você almeja uma carreira de sucesso e estar presente com a sua família? Para a mente milionária isso é perfeitamente possível. Ainda mais, isso se aplica a todas as coisas da vida. Quando ler esse livro vai entender que temos como conseguir tudo.

13. As pessoas ricas focalizam o seu patrimônio líquido. As pessoas de mentalidade pobre focalizam o rendimento mensal. Em síntese, se deseja ser rico precisa olhar a sua renda não como uma remuneração mensal, mas sim o patrimônio líquido. A mente milionária foca sempre no crescimento do patrimônio.

14. As pessoas ricas administram bem o dinheiro. As pessoas de mentalidade pobre administram mal o dinheiro. As pessoas ricas não são mais inteligentes que as demais, mas elas têm hábitos diferentes em relação às finanças. Nenhuma faculdade te ensina a cuidar bem do seu dinheiro, isso se aprende sozinho. Enfim, as mentalidade de riqueza estão sempre aprendendo.

15. As pessoas ricas põe o dinheiro para dar duro para ela. As pessoas de mentalidade pobre dão duro pelo seu dinheiro. Saber investir requer estudos. As pessoas que não estão dispostas a isso, dificilmente se tornarão ricas.

16. As pessoas ricas agem apesar do medo. As pessoas de mentalidade pobre deixam-se paralisar pelo medo. O medo existe e você não pode permitir que ele domine as suas ações. É condição absolutamente necessária a mentalidade milionária saber lutar. Logo, é preciso saber gerenciar riscos.

17. As pessoas ricas aprendem e se aprimoram o tempo todo. As pessoas de mentalidade pobre acreditam que já sabem tudo. Para ganhar o máximo, você tem que ser o máximo. E só consegue chegar ao seu máximo estudando.

Eu tenho esse livro desde 2007 e releio todos os anos. É impressionante como a cada ano ele faz mais sentido pra mim. “Enriquecer não diz respeito somente a ficar rico em termos financeiros” Diz o autor. “É mais do que isso: trata-se da pessoa que você se torna para alcançar esse objetivo”. Falou tudo, Eker! Ano que vem vou ler seu livro novamente 😀

No último post falei sobre o Cash! para você salvar o ano, mas os segredos da mente milionária é uma obra para adquirir e ler todos os anos.

Um abraço e até o próximo bate papo aqui.

Mercado de trabalho em colapso? Torne-se CEO

O mercado de trabalho mudou mais uma vez. Pelo menos é o que indica a matéria do jornal Valor Econômico aqui. Máquinas podem ficar com metade dos empregos no Brasil nos próximos 10 a 20 anos, o equivalente a 52,1 milhões de postos de trabalho. Naturalmente, isso irá ocorrer. Uma vez que estamos mudando nossos hábitos e estilo de vida, logo a maneira que nos relacionamos no mercado de trabalho também muda.

Se você já participou de um processo seletivo como candidato ou contratante a uma vaga de emprego, sabe que essa é uma viagem ao desconhecido. Tanto para empresa quanto para o candidato. O profissional algumas vezes tenta passar uma imagem acima do que ele realmente é, assim como a empresa também não menciona as falhas estruturais que ela possui.

Por mais que o candidato se esmere em estudar as técnicas de como passar em entrevistas e a empresa em criar sistemas sofisticados para descobrir qual é o melhor candidato, sempre haverá uma dose elevada de risco.

À primeira vista, a notícia do Valor Econômico soa ameaçadora, mas ao refletir percebemos que na verdade ela é bem antiga. Em 1996 Jeremy Rifkin alertou em seu livro “O Fim dos Empregos” o que ocorre hoje. Ele faz uma rica análise e nos faz entender agora com mais profundidade sobre o que ele intitulou de renascimento do espírito humano. Você pode ver essa obra aqui .

Rifkin tem razão. Houve um período em que a relação de trabalho era de longa data, o empregado era admitido na empresa e só saia na aposentadoria. Ele era quase como um patrimônio da empresa, e ela era responsável pelo desenvolvimento dele. Nada mais justo, afinal a capacidade intelectual do empregado era parte da empresa.

Atualmente, as relações são bem distintas. Hoje, o empregado deposita a sua capacidade intelectual na empresa e essa lhe remunera, é quase como se fosse um banco: eu deposito meu intelecto e você me paga com juros e correção (bônus, prêmios, etc). Portanto, quem deve investir no capital intelectual é o empregado, porque ele é o proprietário. Não existe mais a hipótese de a empresa cuidar da carreira, mas caberá a ela me remunerar a altura deste capital.

Acredito que essa nova relação seja o que Rifkin chamou de renascimento do espírito humano e não vejo isso como ameaça.

Mercado de trabalho de igual para igual

A relação das empresas hoje é de igual para igual. Se antes a empresa dava uma chance ao empregado e para isso ele teria que rezar por essa chance, agora é o contrário – eu possuo um capital intelectual e se você quiser que eu invista no seu “banco” terá de me remunerar bem por esse capital e assim eu estarei lá prestando os meus serviços – uma mudança de papéis.

Note que o ângulo mudou, eu não olho mais a empresa de baixo para cima, agora é olhos nos olhos. Eu olho na mesma altura. Logo, as empresas precisam cuidar bem das pessoas para que eles desejem estar ali.

Existem oportunidades para os dois lados, e a relação não é mais só de emprego e sim de parceria. Por consequência, eu não faço meus pagamentos apenas em dinheiro, mas também com um ambiente de trabalho em que eu me sinta bem, na cidade que eu escolher e mais importante: trabalhar em um case que tenha significado.

O poder está na mãos de quem tem o conhecimento, mas esse conhecimento não é o convencional, aquele apenas construído em salas de aula. Ele vai além. Empresas como Google e Amazon, empresas de sucesso, não estão mais interessados somente na sua formação, mas na pessoa que você é, pois a tecnologia muda tanto que eles não precisam de uma pessoa que saiba o que sabe, mas precisam de uma pessoa que saiba conduzir as coisas que estão por vir. Não tem relação apenas com formação acadêmica, mas sim com a atitude perante a vida.

Evidente que se você estudou isso por si só já demonstra que você é uma pessoa interessada. Porém, isso é uma condição essencial, mas não suficiente.

Torne-se CEO

Para ser bem sucedido nesse novo ambiente é preciso ter três características básicas de CEO: curiosidade, entusiasmo e otimismo.

Curiosidade para continuar aprendendo não importa o que aconteça. Entusiasmo para aceitar as mudanças e principalmente, ser o próprio agente de mudanças. Otimismo para que na hora em que for necessário você possa chegar nos seus colegas e dizer: “vamos que vai dar certo!”.

Essas três características são encontradas em todas as pessoas que são sucessos na vida e nos negócios.

O que faz você diferente dos outros é aquilo que é capaz de aprender. Ser um profissional capaz de encontrar soluções. Ser CEO da sua própria vida.

Se quiser saber mais sobre as mudanças no mercado de trabalho, leia aqui sobre o livro do Tim Ferris.

Trabalhe 4 horas por semana – o livro transformador

Trabalhe 4 horas por semana, fuja da rotina, viva onde quiser e fique rico. Indiscutivelmente, os livros salvam vidas. É a proposta de Tim Ferris nesse livro eletrizante.

A literatura é a arte da palavra. É a técnica de usar as palavras cirurgicamente com criatividade e originalidade. Da mesma forma que o pintor usa as cores para transformar suas emoções em imagem e levar sua mensagem, o músico utiliza as combinações harmoniosas dos sons para comunicar-se com seus fãs, também o literato usa as palavras para expressar as suas ideias e emoções.

Tim Ferris é um grande escritor. Logo, Trabalhe 4 Horas por Semana é um livro marcante não só pelo belo uso das palavras, como também pelo ensinamentos da obra. Esse livro tem a capacidade de mudar nossas ideias sobre o trabalho quando este é utilizado como desenvolvimento humano. E a mudança é para melhor.

Percebemos no livro as palavras sendo utilizadas com valor utilitário. Você se sente à vontade, é como se estivesse em uma conversa com Tim, em um final de tarde em um parque. Aqueles momentos de pura lucidez.

Esqueça o velho conceito de trabalho e trabalhe 4 horas por semana

Esse é o ponto. Enquanto existe uma corrente de pessoas maquinalmente juntando dinheiro e aplicando nos mais variados ativos para alcançar a liberdade financeira, sejam eles ações, fundos imobiliários, ETFs, entre outros, Tim fala sobre a possibilidade de alcançar essa mesma liberdade por um caminho alternativo, por meio de suas próprias habilidade e seus próprios talentos.

Trabalhe 4 Horas por semana te dá todas as dicas de como chegar lá, depois de encontrar aquela função que te faz bem. Trabalhos gerados pelo próprio talento, em muitos casos podem ser realizados de qualquer lugar, portanto você pode trabalhar da sua casa, em um bairro mais barato, não depender de transporte para ir ao escritório, nem de roupas caras. Enfim, como transformar seus dons em algo rentável.

A meu ver tanto os investimentos para alcançar a liberdade financeira, bem como os ensinamentos de Tim em Trabalhe 4 horas por semana, se complementam para alcançar uma vida mais feliz e com propósito.

Mais feliz porque você terá condições de se manter independente do salário no final do mês, mas por meio do salário que você se deu a partir dos investimentos bem feitos, ao passo que poderá desenvolver o seu propósito, trabalhar no que realmente ama, ser você mesmo (a), ser remunerado por isso e viver em paz.

Ganhar o jogo, em vez de jogar o jogo

Em 1999, Tim Ferris estava em um trabalho medíocre e se consolava disso entupindo-se de pão com manteiga de amendoim, até que decidiu participar do campeonato nacional de Kick Boxing Chinês. E se tornou campeão.

Ele conseguiu o feito com apenas quatro semanas de preparação e encontrou uma forma diferenciada de se preparar. Leu o regulamento completo e percebeu duas brechas:

  1. A pesagem era no dia anterior à luta. Tim então utilizou as técnicas de desidratação que ele conhecia e perdeu 13 quilos em 18 horas. Com isso passou de 87 para 74 kilos. Logo, quando subiu ao ringue seu oponente encontrou um lutador três categorias acima.
  2. Havia uma tecnicidade no regulamento – se um combatente caísse três vezes da plataforma elevada, perderia a luta – Tim Ferris decidiu usar uma única técnica de derrubar o oponente do ringue três vezes. Assim, venceu os combates.

Em suma, o resultado geral foi que ele venceu 99% das lutas por nocaute técnico. Algo que 99% das pessoas com 5 a 10 anos de treinamento são incapazes de conseguir. Como você pode imaginar, os chineses não ficaram muito felizes.

Contudo, o fato é que ele entendeu que a mentalidade de vencedor faz toda a diferença na vitória. E no contexto do trabalho, isso faz todo sentido também. Pois, não basta trabalhar arduamente sem um objetivo, o que leva ao resultado é trabalhar de forma sistemática e inteligente visando um objetivo bem delineado.

Trabalhe 4 Horas por Semana é uma obra de arte e o artista da palavra é o querido Tim Ferris. Em síntese, um livro realmente transformador e que vale a pena a leitura, pois mesmo que os conceitos de Tim não o toquem, a forma irreverente que ele usa as palavras e as histórias que ele conta, irão fazê-lo (a) se divertir muito.

Livro disponível no site da Amazon, aqui.

Desejo uma ótima leitura 🙂