Gestão de Finanças Pessoais – Parte 1

As duas atitudes que convergem para a eficiência da gestão de finanças pessoais

Ter a gestão de finanças pessoais sob controle é um desejo comum de todos. Contudo, sabemos que o caminho para o alcance, apesar de fácil, é bastante trabalhoso. Considerando que vamos tratar nesse texto sobre gestão e considerando também que para alcançar algo trabalhoso precisamos de um método estruturado, essa série será dividida em duas partes: a parte 1 irá discorrer sobre a situação atual e na parte 2 trataremos de uma visão futura. A parte 2 será tema do próximo post.

Atitude 1 – estude sobre gestão de finanças pessoais

Eu estava no início da vida adulta, já formada e com dificuldades em encontrar uma oportunidade de trabalho que considerasse justa. O proprietário de um pequeno mercado que abastecia as residências das quadras à volta do estabelecimento, apesar de iletrado, a cada ano melhorava seu padrão de vida por meio do pequeno negócio que possuía. Eu ia lá e observava a forma como ele organizava as estratégias de vendas, que embora simples, eram muito bem sucedidas. Certa vez conversamos e eu perguntei como ele planejava as vendas, ao que ouvi: “nada muito certo, apenas procuro saber o que os clientes desejam – não sei se eles ensinam isso nas escolas – mas aqui eu procuro atender bem a clientela“. Na hora não entendi muito bem, mas depois consegui encontrar o tesouro no meio das humildes palavras.

Não sei se eles ensinam isso na escola.

Não, eles não ensinam. Respondi mentalmente quando compreendi ao que ele se referia. As escolas ensinam muitas coisas boas, porém elementares e que mantém na média a turma de alunos. O conhecimento diferenciado precisa ser buscado por cada um de nós. A escola cumpre bem o seu papel de ensinar e aqui não faço críticas ao sistema atual. E acredito mesmo que a responsabilidade por aprender o que é necessário à nossa vida é absolutamente nossa. De mais ninguém.

Portanto, aquela famosa frase: “para ser o que os outros não são, faça o que eles não fazem“, é verdadeira.

Assim, logo depois da conversa com o senhor da venda aprendi que uma das formas de gerar renda é cuidar bem da própria renda. Logo, fui em busca de pensadores que pudessem me ajudar a entender como melhorar as finanças pessoais.

Encontrei o livro: “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos” – autor Gustavo Cerbasi – li, entendi os conceitos e comecei a aplicar na minha vida. Desde lá, nunca mais parei de investir mensalmente parte da minha renda, bem como não parei mais de estudar, e considero esse o principal ponto da virada.

Estudar algo que te faça crescer em áreas que exigem esforço próprio ajuda a subir de patamar na vida.

Hoje, há muitas formas de se alcançar isso de graça ou a preços irrisórios. Há diversas fontes de materiais riquíssimos disponíveis do próprio Cerbasi no YouTube, muitas palestras gratuitas nas cidades e em Curitiba você pode encontrar eventos nesse site aqui, bem como o livros sobre finanças que na Amazon que você pode assinar e ler quantos desejar por uma pequena mensalidade, e pode ainda testar grátis. Veja aqui. Enfim, não há mais desculpas para não aprender.

Atitude 2 – Organização do orçamento pessoal

Após começar os estudos é importante saber como está sua situação atual. Se estiver dentro do orçamento, que ótimo! É só calibrar o percentual que será destinado aos seus investimentos. Se não estiver, não se assuste, talvez demore alguns meses, mas você vai conseguir passar a próxima fase e começar a investir se continuar estudando, conforme orienta a atitude 1.

Eu já testei várias técnicas para organização do orçamento, mas hoje, como minhas finanças são regradas utilizo apenas o aplicativo para ver meus gastos e com o tempo isso é alcançado naturalmente. Contudo, vou listar aqui algumas que utilizei ao longo da vida:

1. Planilhas/tabelas: são ótimas aliadas, pois podem ser adaptadas aos seus gastos e hoje com o Google Docs (se você usa Gmail) podem ser acessadas de qualquer dispositivo que tenha acesso a internet. Contudo, vejo como desvantagem que é necessário inserir cada gasto na planilha, o que pode gerar erros, uma vez que você pode esquecer de inserir algum.

2. Técnica dos envelopes: consiste em separar em envelopes o valor destinado a cada item do orçamento, por exemplo: aluguel, transporte, lazer e despesas pessoais. Assim que você receber a sua renda, separe e insira dentro de cada um para ir pagando as suas contas ao longo do mês. Usei durante um bom tempo e funcionava bem. Quase sempre sobrava dinheiro em um dos envelopes e eu sempre investia essas sobras. Entretanto, quando comecei a usar os pontos do cartão, essa técnica deixou de ser atrativa, uma vez que se trata de dinheiro em espécie.

3. Aplicativos: eu tenho usado há mais de um ano o app Guiabolso e gosto muito! Gratuito, ele é uma boa ajuda pra manter os gastos bem organizados. Você cadastra sua conta corrente lá e ele faz a gestão para você. Hoje eu uso meu cartão de crédito pra tudo, desde o cafezinho até compras de maior valor. Com isso, além de pontuar no cartão ou usar o cashback, eu ainda consigo ter uma visão de todos os meus gastos sem precisar ficar alimentando planilhas.

Conclusão

Estudos e vigilância é a síntese do que trato aqui. Mas como tudo que é importante na vida é preciso de método e tempo. Método para concretizar de forma mais ágil e rápida o que é importante e tempo para que isso se associe ao seu estilo de vida. Assim, será possível alcançar resultados consistentes. E como já falamos nesse post aqui, o mercado de trabalho está mudando e precisamos de novas atitudes no que tange cuidar do nosso aprendizado e da nossa vida.

Na próxima postagem, vamos tratar das outras duas atitudes: como gerar renda extra e como gastar menos.

Compartilhe comigo suas ideias de gestão de finanças também 😀

2 respostas para “Gestão de Finanças Pessoais – Parte 1”

  1. Oi Rossana!
    Incrível o site, parabéns!
    Esse foi meu texto preferido até agora, principalmente nos trechos em que você fala de opiniões e vivências pessoais.
    Vou continuar acompanhando 🙂
    Assim como você amo livros! Minha próxima leitura será “Como Evitar Preocupações e Começar A Viver”, do Dale Carnegie.
    Abraços!

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