Mercado de trabalho em colapso? Torne-se CEO

O mercado de trabalho mudou mais uma vez. Pelo menos é o que indica a matéria do jornal Valor Econômico aqui. Máquinas podem ficar com metade dos empregos no Brasil nos próximos 10 a 20 anos, o equivalente a 52,1 milhões de postos de trabalho. Naturalmente, isso irá ocorrer. Uma vez que estamos mudando nossos hábitos e estilo de vida, logo a maneira que nos relacionamos no mercado de trabalho também muda.

Se você já participou de um processo seletivo como candidato ou contratante a uma vaga de emprego, sabe que essa é uma viagem ao desconhecido. Tanto para empresa quanto para o candidato. O profissional algumas vezes tenta passar uma imagem acima do que ele realmente é, assim como a empresa também não menciona as falhas estruturais que ela possui.

Por mais que o candidato se esmere em estudar as técnicas de como passar em entrevistas e a empresa em criar sistemas sofisticados para descobrir qual é o melhor candidato, sempre haverá uma dose elevada de risco.

À primeira vista, a notícia do Valor Econômico soa ameaçadora, mas ao refletir percebemos que na verdade ela é bem antiga. Em 1996 Jeremy Rifkin alertou em seu livro “O Fim dos Empregos” o que ocorre hoje. Ele faz uma rica análise e nos faz entender agora com mais profundidade sobre o que ele intitulou de renascimento do espírito humano. Você pode ver essa obra aqui .

Rifkin tem razão. Houve um período em que a relação de trabalho era de longa data, o empregado era admitido na empresa e só saia na aposentadoria. Ele era quase como um patrimônio da empresa, e ela era responsável pelo desenvolvimento dele. Nada mais justo, afinal a capacidade intelectual do empregado era parte da empresa.

Atualmente, as relações são bem distintas. Hoje, o empregado deposita a sua capacidade intelectual na empresa e essa lhe remunera, é quase como se fosse um banco: eu deposito meu intelecto e você me paga com juros e correção (bônus, prêmios, etc). Portanto, quem deve investir no capital intelectual é o empregado, porque ele é o proprietário. Não existe mais a hipótese de a empresa cuidar da carreira, mas caberá a ela me remunerar a altura deste capital.

Acredito que essa nova relação seja o que Rifkin chamou de renascimento do espírito humano e não vejo isso como ameaça.

Mercado de trabalho de igual para igual

A relação das empresas hoje é de igual para igual. Se antes a empresa dava uma chance ao empregado e para isso ele teria que rezar por essa chance, agora é o contrário – eu possuo um capital intelectual e se você quiser que eu invista no seu “banco” terá de me remunerar bem por esse capital e assim eu estarei lá prestando os meus serviços – uma mudança de papéis.

Note que o ângulo mudou, eu não olho mais a empresa de baixo para cima, agora é olhos nos olhos. Eu olho na mesma altura. Logo, as empresas precisam cuidar bem das pessoas para que eles desejem estar ali.

Existem oportunidades para os dois lados, e a relação não é mais só de emprego e sim de parceria. Por consequência, eu não faço meus pagamentos apenas em dinheiro, mas também com um ambiente de trabalho em que eu me sinta bem, na cidade que eu escolher e mais importante: trabalhar em um case que tenha significado.

O poder está na mãos de quem tem o conhecimento, mas esse conhecimento não é o convencional, aquele apenas construído em salas de aula. Ele vai além. Empresas como Google e Amazon, empresas de sucesso, não estão mais interessados somente na sua formação, mas na pessoa que você é, pois a tecnologia muda tanto que eles não precisam de uma pessoa que saiba o que sabe, mas precisam de uma pessoa que saiba conduzir as coisas que estão por vir. Não tem relação apenas com formação acadêmica, mas sim com a atitude perante a vida.

Evidente que se você estudou isso por si só já demonstra que você é uma pessoa interessada. Porém, isso é uma condição essencial, mas não suficiente.

Torne-se CEO

Para ser bem sucedido nesse novo ambiente é preciso ter três características básicas de CEO: curiosidade, entusiasmo e otimismo.

Curiosidade para continuar aprendendo não importa o que aconteça. Entusiasmo para aceitar as mudanças e principalmente, ser o próprio agente de mudanças. Otimismo para que na hora em que for necessário você possa chegar nos seus colegas e dizer: “vamos que vai dar certo!”.

Essas três características são encontradas em todas as pessoas que são sucessos na vida e nos negócios.

O que faz você diferente dos outros é aquilo que é capaz de aprender. Ser um profissional capaz de encontrar soluções. Ser CEO da sua própria vida.

Se quiser saber mais sobre as mudanças no mercado de trabalho, leia aqui sobre o livro do Tim Ferris.

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